{"id":469,"date":"2010-05-05T23:43:31","date_gmt":"2010-05-06T02:43:31","guid":{"rendered":"https:\/\/ncep.ufpr.br\/?p=469"},"modified":"2010-05-14T10:03:43","modified_gmt":"2010-05-14T13:03:43","slug":"comunicacao-e-desenvolvimento-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ncep.ufpr.br\/?p=469","title":{"rendered":"Coluna Cidadania &#8211; Comunica\u00e7\u00e3o e desenvolvimento social"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Carolina Bertuol<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma entrevista publicada pela revista \u00c9poca (n\u00ba623), no dia 26 de abril, o economista americano, Charles Kenny, que trabalha para o Banco Mundial na \u00e1rea de reconstru\u00e7\u00e3o e desenvolvimento, afirma ser a televis\u00e3o o meio de comunica\u00e7\u00e3o mais influente e capaz de trazer grandes contribui\u00e7\u00f5es sociais. Segundo Kenny, programas de televis\u00e3o ajudaram na redu\u00e7\u00e3o das taxas de natalidade, no incentivo ao ingresso de crian\u00e7as nas escolas, bem como, na redu\u00e7\u00e3o da aceita\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Para ele, isto acontece, pois al\u00e9m da televis\u00e3o ter um grande alcance, estando presente, como por exemplo, em 97% dos domic\u00edlios brasileiros, as pessoas assistirem TV cerca de 10 bilh\u00f5es de horas por dia, estando desta maneira suscet\u00edveis a receber informa\u00e7\u00f5es de interesse p\u00fablico, comum a todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O economista ressalta, \u201cTemos 40 anos de estudos que mostram que crian\u00e7as que assistem Vila S\u00e9samo leem mais, sabem mais ingl\u00eas, matem\u00e1tica e ci\u00eancia, al\u00e9m de valorizar mais suas conquistas acad\u00eamicas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrevista corrobora a import\u00e2ncia do papel dos meios de comunica\u00e7\u00e3o na busca do desenvolvimento social. Programas televisivos que tratam de assuntos pertinentes a sociedade, permitem a difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es relacionadas a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o, a conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta maneira, Duarte (2007, p.105) afirma que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 o ponto de partida e de encontro para o processo da cidadania. Abordar temas de interrese p\u00fablico em um ve\u00edculo de extremo alcance, como a televis\u00e3o, \u00e9 contribuir para o desenvolvimento democr\u00e1tico da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA crescente demanda pela participa\u00e7\u00e3o social nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, especialmente locais e comunit\u00e1rios, permitiu a inclus\u00e3o de novos atores e novas m\u00eddias, que t\u00eam promovido a diversifica\u00e7\u00e3o de programas, de conte\u00fados e at\u00e9 mesmo de canais midi\u00e1ticos espec\u00edficos para as necessidades de diferentes p\u00fablicos\/comunidade [&#8230;]. A abertura desses novos espa\u00e7os de teledifus\u00e3o tem contribu\u00eddo para promover o aumento da diversifica\u00e7\u00e3o de emissores e conte\u00fados, o que representa um avan\u00e7o na busca do desenvolvimento (&#8230;)\u201d (DUARTE, 2007, p.106).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">FERRARI, Bruno. \u201cA TV vai salvar o mundo\u201d. \u00c9poca, n. 623, p. 76-78, abr. 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DUARTE, Jorge. Comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica: Estado, governo, mercado, sociedade e interesse p\u00fablico. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2007.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carolina Bertuol Em uma entrevista publicada pela revista \u00c9poca (n\u00ba623), no dia 26 de abril, o economista americano, Charles Kenny, que trabalha para o Banco Mundial na \u00e1rea de reconstru\u00e7\u00e3o e desenvolvimento, afirma ser a televis\u00e3o o meio de comunica\u00e7\u00e3o mais influente e capaz de trazer grandes contribui\u00e7\u00f5es sociais. 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