{"id":329,"date":"2010-04-15T14:44:45","date_gmt":"2010-04-15T17:44:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ncep.ufpr.br\/?page_id=329"},"modified":"2010-04-22T16:15:21","modified_gmt":"2010-04-22T19:15:21","slug":"radio-escola-para-todos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ncep.ufpr.br\/?page_id=329","title":{"rendered":"R\u00e1dio-Escola Para Todos"},"content":{"rendered":"<div><strong>Escola Estadual Emiliano Perneta<\/strong><\/div>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Felipe Nascimento, Nilton Kleina,<br \/>\nOlivia Baldissera e Patricia Herman<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">A parceria entre o NCEP e a Escola Estadual Emiliano Perneta come\u00e7ou em maio de 2009, com um contato feito atrav\u00e9s de uma funcion\u00e1ria local, parente de uma integrante do N\u00facleo que percebeu a necessidade da escola. A escola se localiza no bairro Pilarzinho, em uma regi\u00e3o menos favorecida de Curitiba. Como resultado, nasceu a &#8220;R\u00e1dio-Escola Para Todos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto que foi desenvolvido fazia parte do Programa Mais Educa\u00e7\u00e3o, no qual o Governo Federal, atrav\u00e9s do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, dava suporte financeiro \u00e0s escolas estaduais para que fossem oferecidas oficinas aos alunos no per\u00edodo de contraturno. O NCEP foi solicitado para disponibilizar oficineiros de r\u00e1dio, que dariam aulas nas segundas e ter\u00e7as-feiras para alunos do ensino fundamental da escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/ncep.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/DSC011221.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" style=\"margin-right: 4px; margin-left: 4px; margin-top: 3px; margin-bottom: 3px;\" title=\"Alunos e oficineiros em debate\" src=\"https:\/\/ncep.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/DSC011221.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"168\" \/><\/a>O m\u00e9todo de ensino foi baseado em apostilas sobre r\u00e1dio-escola (uma delas elaborada por uma das coordenadoras do NCEP), no breve aprendizado universit\u00e1rio da equipe e nas experi\u00eancias pessoais dos oficineiros. O conte\u00fado resumia-se em: hist\u00f3ria do r\u00e1dio, linguagem radiof\u00f4nica e g\u00eaneros e formatos do radio. O planejamento era de iniciar a oficina com o conte\u00fado te\u00f3rico, para posteriormente ocorrer o aprendizado pr\u00e1tico, com a cria\u00e7\u00e3o de nove programas de r\u00e1dio veiculados no intervalo entre as aulas e mais um especial de natal veiculado em uma confraterniza\u00e7\u00e3o de fim de ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto passou por grandes dificuldades. Entre eles, o desafio pedag\u00f3gico em ministrar oficinas a adolescentes entre 13 e 15 anos. Dos oficineiros, apenas um j\u00e1 havia trabalhado com crian\u00e7as, sendo dif\u00edcil aos demais se adaptarem ao of\u00edcio. O principal problema observado foi a constante indisciplina dos alunos em sala de aula. A presen\u00e7a da professora que coordenava a r\u00e1dio-escola dava ao ambiente um aspecto mais s\u00e9rio e, consequentemente, mais disciplinado. Ela, entretanto, n\u00e3o comparecia a todos os encontros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora fosse de grande ajuda, o aux\u00edlio das professoras do local \u00e0s vezes tamb\u00e9m ia contra alguns aspectos que eram trabalhados pela equipe do NCEP. O contato mais din\u00e2mico que se tentava estabelecer em sala de aula era dificultado pelos docentes, que preferiam m\u00e9todos mais r\u00edgidos e disciplinares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve tamb\u00e9m algumas dificuldades de compreens\u00e3o dos docentes quanto ao papel dos oficineiros no projeto da r\u00e1dio-escola. Esperava-se, por exemplo, que a r\u00e1dio funcionasse como extens\u00e3o \u00e0s aulas, divulgando apenas conte\u00fados de cunho escolar como matem\u00e1tica e ci\u00eancias. Desse modo, o projeto se distanciaria de nossa proposta inicial, que visava uma r\u00e1dio-escola centrada essencialmente na estimula\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de cidadania.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o ano letivo, ocorreram mudan\u00e7as constantes no projeto, como a troca alunos, turmas e hor\u00e1rios, al\u00e9m de paralisa\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias que resultaram em problemas no andamento do projeto. A Prof.\u00aa Dr.\u00aa Kelly Prud\u00eancio, vice-coordenadora do NCEP, visitou a escola para tratar sobre essas e outras quest\u00f5es com os coordenadores da escola. Dessa visita, ela relatou a percep\u00e7\u00e3o do distanciamento dos alunos com os coordenadores e professores, que n\u00e3o relacionavam a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as como fruto \u00faltimo de seu trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/ncep.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/DSC01125-CORTADA.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" style=\"margin-top: 3px; margin-bottom: 3px; margin-left: 4px; margin-right: 4px;\" title=\"Linguagem radiof\u00f4nica marcou as primeiras aulas\" src=\"https:\/\/ncep.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/DSC01125-CORTADA.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"195\" \/><\/a>Apesar das dificuldades, o programa conseguiu apresentar bons resultados e acabou sendo uma experi\u00eancia extremamente proveitosa para todos. Foi poss\u00edvel observar um grande interesse de alguns alunos pela oficina e o aprimoramento de algumas habilidades nos mesmos como a leitura e a produ\u00e7\u00e3o de textos. Alguns alunos se destacavam por habilidades individuais que dificilmente eram desenvolvidas em sala de aula, como a facilidade em compor e cantar m\u00fasicas do g\u00eanero hip-hop ou produzir textos opinativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto positivo foi a gradual aceita\u00e7\u00e3o dos alunos em produzir textos e sugerir pautas de interesse comunit\u00e1rio. Com o incentivo e acompanhamento dos oficineiros, foram produzidos e veiculados programas da r\u00e1dio-escola com temas pol\u00eamicos como o abandono de animais nas ruas do bairro e a polui\u00e7\u00e3o sonora que havia dentro da escola. Junto a isso foram desenvolvidas algumas discuss\u00f5es sobre as demais oficinas ofertadas no local, como capoeira, grafitismo e jud\u00f4. Para esses programas em especial, foram feitas entrevistas com os respectivos oficineiros, sendo as perguntas formuladas previamente pelos alunos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era poss\u00edvel observar que alguns alunos possu\u00edam v\u00e1rias reivindica\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o e \u00e0 comunidade, mas faltava a eles um espa\u00e7o para se manifestarem e serem ouvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interessante tamb\u00e9m notar que alguns alunos, inicialmente indiferentes ao projeto, come\u00e7avam a colaborar com a r\u00e1dio \u00e0 medida que seu interesse aumentava e o projeto de r\u00e1dio-escola ia tomando forma. Nas \u00faltimas oficinas, principalmente, o grupo ficou relativamente consolidado, chegando ao ponto de haver repreens\u00e3o aos que insistiam em n\u00e3o colaborar por parte dos pr\u00f3prios alunos interessados.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/ncep.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/DSC011242.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"O grupo da R\u00e1dio-Escola Para Todos\" src=\"https:\/\/ncep.ufpr.br\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/DSC011242.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"270\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: left;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escola Estadual Emiliano Perneta Felipe Nascimento, Nilton Kleina, Olivia Baldissera e Patricia Herman A parceria entre o NCEP e a Escola Estadual Emiliano Perneta come\u00e7ou em maio de 2009, com um contato feito atrav\u00e9s de uma funcion\u00e1ria local, parente de uma integrante do N\u00facleo que percebeu a necessidade da escola. 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