{"id":19,"date":"2009-08-12T12:07:32","date_gmt":"2009-08-12T15:07:32","guid":{"rendered":"https:\/\/ncep.ufpr.br\/?page_id=19"},"modified":"2010-05-27T16:36:21","modified_gmt":"2010-05-27T19:36:21","slug":"linhas-de-atuacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ncep.ufpr.br\/?page_id=19","title":{"rendered":"Gloss\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CIDADANIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong>A ideia de \u201cCidadania\u201d \u00e9 abrangente e varia de acordo com o contexto cultural e com o valor que lhe \u00e9 dado. Se for um valor econ\u00f4mico, por exemplo, \u201ccidadania\u201d \u00e9 consumir os servi\u00e7os oferecidos pelo Estado. Se for um valor social, \u00e9 conhecer direitos e deveres. Entretanto, para Marcos Francisco Martins, n\u00e3o basta o conhecimento e o consumo para ser considerado um cidad\u00e3o pleno. Deve-se entender a raz\u00e3o, os princ\u00edpios e a que interesses servem esses direitos e deveres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Avaliando-a pelo contexto cultural, a Cidadania concebida por T. H. Marshall, baseada no caso da Inglaterra, divide-se em duas gera\u00e7\u00f5es \u2013 ambas ligadas \u00e0 ideia do \u201cdireito a ter direitos\u201d. A primeira, no s\u00e9culo XVIII, caracteriza-se pelos direitos civis \u2013 como igualdade e propriedade. E a segunda pelos direitos pol\u00edticos, como o sufr\u00e1gio universal, e surgiu no s\u00e9culo seguinte. Por\u00e9m tais direitos foram apenas conquistados no s\u00e9culo XX, devido \u00e0s lutas sindicais \u2013 que objetivavam sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, aposentadoria&#8230; Esse modelo de duas gera\u00e7\u00f5es tornou-se cl\u00e1ssico e \u00e9 um dos mais utilizados para tentar explicar o conceito de \u201cCidadania\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no Brasil fala-se de uma \u201cnova Cidadania\u201d, que come\u00e7ou com os movimentos sociais dos anos de 1970. Por isso, ela se assemelha ao caso ingl\u00eas e orbita na ideia do \u201cdireito a ter direitos\u201d. Ela representa os exclu\u00eddos da sociedade, que podem ter sido marginalizados por motivos econ\u00f4micos ou \u00e9tnicos.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">MARTINS, Marcos Francisco.\u00a0Uma \u201ccatarsis\u201d no conceito de cidadania: do cidad\u00e3o cliente \u00e0 cidadania com valor \u00e9tico-pol\u00edtico. Campinas &#8211; SP, Puc-Campinas, 2000, pp. 106-118 (Revista de \u00c9tica, julho-dezembro de 200, volume 2, n\u00famero 2)<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">DAGNINO, Evelina (2004). \u201c\u00bfSociedade civil, participa\u00e7\u00e3o e cidadania: de que estamos falando?\u201d.\u00a0InDaniel Mato (coord.),\u00a0Pol\u00edticas de ciudadan\u00eda y sociedad civil en tiempos de globalizaci\u00f3n. Caracas: FACES, Universidad Central de Venezuela, pp. 95-110.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">VIEIRA, Lizst. \u201cO que \u00e9 Cidadania?\u201d,\u00a0In Cidadania e Globaliza\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Record, 2005, p. 22.<\/span><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">__________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COMUNICA\u00c7\u00c3O ALTERNATIVA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Cic\u00edlia Peruzzo, o conceito de comunica\u00e7\u00e3o alternativa confunde-se com os de comunica\u00e7\u00e3o popular e comunit\u00e1ria, principalmente no in\u00edcio dessas teoriza\u00e7\u00f5es. Logo, ela seria a express\u00e3o democr\u00e1tica do povo a partir de movimentos populares nos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, esse estilo foi ganhando mais for\u00e7a com o tempo at\u00e9 ser diferenciado. A comunica\u00e7\u00e3o alternativa consistiria, ent\u00e3o, na express\u00e3o que \u00e9 realizada atrav\u00e9s da imprensa alternativa, que \u00e9 aquela de editorial renovador, mais modesta e de baixa divulga\u00e7\u00e3o e poucos recursos financeiros se comparada com as grandes publica\u00e7\u00f5es. Como o nome sugere, essa comunica\u00e7\u00e3o serve de <strong>alternativa ou contraponto <\/strong>ao que j\u00e1 existe no mercado, servindo como ve\u00edculo de resist\u00eancia e demonstra\u00e7\u00e3o do outro lado da sociedade.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">DOWNING, John D. H.\u00a0M\u00eddia Radical. Ed. Senac S\u00e3o Paulo<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">PERUZZO, Cic\u00edlia M. Krohling. Revisitando os Conceitos de Comunica\u00e7\u00e3o Popular, Alternativa e Comunit\u00e1ria. 2006. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.unifra.br\/professores\/rosana\/Cicilia+Peruzzo+.pdf\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #888888;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #888888;\">http:\/\/www.unifra.br\/professores\/rosana\/Cicilia+Peruzzo+.pdf<\/span><\/span><\/span><\/span><\/a><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">__________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COMUNICA\u00c7\u00c3O COMUNIT\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria \u00e9, para muitos autores, considerada o sin\u00f4nimo de comunica\u00e7\u00e3o popular. Os sentidos pol\u00edticos s\u00e3o os mesmos. A comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria \u00e9 feita visando os interesses p\u00fablicos de uma comunidade, independente da localidade geogr\u00e1fica ou aspectos econ\u00f4micos, podendo ir al\u00e9m daquela comunica\u00e7\u00e3o dita popular, que \u00e9 feita pelo povo e para o povo. N\u00e3o necessariamente os conte\u00fados s\u00e3o produzidos somente pela comunidade, mas eles visam atender o anseio local e possuem, na maioria dos casos, uma rela\u00e7\u00e3o com movimentos populares. A comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria \u00e9 um instrumento de utilidade p\u00fablica de uma comunidade e n\u00e3o possui fins-lucrativos. Atualmente podemos citar como exemplos de comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria as r\u00e1dios comunit\u00e1rias, que tem uma rela\u00e7\u00e3o direta com a comunidade tanto na produ\u00e7\u00e3o como no conte\u00fado, e alguns canais p\u00fablicos de televis\u00e3o que por mais que a comunidade n\u00e3o participe em todo momento da produ\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o forte desses canais com movimentos populares, ONGs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria consolida-se ent\u00e3o como um mecanismo de democratiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e da cidadania, pois al\u00e9m de ampliar o n\u00famero de canais de informa\u00e7\u00e3o, permite tamb\u00e9m a inclus\u00e3o de novos emissores no espa\u00e7o p\u00fablico, dando oportunidade para que as pessoas possam usufruir de seu direito ao poder da comunica\u00e7\u00e3o. \u201cDemocracia no poder de comunicar \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para amplia\u00e7\u00e3o da cidadania\u201d. (PERUZZO)<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #808080;\">PERUZZO, Cicilia. Direito \u00e0 Comunica\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria, Participa\u00e7\u00e3o Popular e Cidadania. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.portalgens.com.br\/comcom\/direito_a_comcom.pdf. Acesso em 22 de mar\u00e7o de 2010.<\/span><\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">__________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>COMUNICA\u00c7\u00c3O POPULAR<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\">A Comunica\u00e7\u00e3o Popular caracteriza-se pela ideia de oposi\u00e7\u00e3o ao status quo, isto \u00e9, pelo desejo de mudan\u00e7as. Est\u00e1 ligada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de grupos, al\u00e9m de ser uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural. Esses grupos, em geral, apesar de possu\u00edrem canais de comunica\u00e7\u00e3o pr\u00f3prios, est\u00e3o \u00e0 margem da popula\u00e7\u00e3o. No entanto, mobilizam-se para atender os pr\u00f3prios interesses \u2013 por exemplo, maior participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. No Brasil e na Am\u00e9rica Latina, a origem da Comunica\u00e7\u00e3o Popular est\u00e1 nos movimentos populares dos anos 1970 e 1980. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\">J\u00e1 recebeu diversos nomes, como \u201ccomunica\u00e7\u00e3o alternativa\u201d, \u201ccomunica\u00e7\u00e3o nanica\u201d, \u201ccomunica\u00e7\u00e3o sindical\u201d e \u201ccomunica\u00e7\u00e3o de base\u201d. A express\u00e3o \u201ccomunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria\u201d tamb\u00e9m \u00e9 usada atualmente para se referir a esse e a outros tipos de comunica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">PEREIRA, L\u00facia Helena Mendes. Comunica\u00e7\u00e3o Popular: para al\u00e9m do bem e do mal. Dispon\u00edvel em: http\/\/:www.bocc.ubli.pt. Acesso em 23 de mar\u00e7o de 2010.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\">PERUZZO, Cicilia. Revisitando os conceitos de Comunica\u00e7\u00e3o Popular, Alternativa e Comunit\u00e1ria. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.unifra.br\/professores\/rosana\/Cicilia+Peruzzo+.pdf. Acesso em 23 de mar\u00e7o de 2010.<\/span><\/h5>\n<div style=\"text-align: justify;\">__________________________________________________________________________<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COMUNICA\u00c7\u00c3O P\u00daBLICA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Brand\u00e3o (2009) elenca cinco \u00e1reas de conhecimentos e atividades profissionais identific\u00e1veis da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica: a comunica\u00e7\u00e3o organizacional, a comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a comunica\u00e7\u00e3o do Estado (governamental), comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e as estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o da sociedade civil organizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A express\u00e3o \u201ccomunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d \u00e9 um conceito que ainda est\u00e1 constru\u00e7\u00e3o. Para a realidade brasileira, pode-se dizer que, de maneira geral, \u00e9 um processo comunicativo que se instaura entre o Estado, o governo e a sociedade que tem por objetivo o de informar para a constru\u00e7\u00e3o da cidadania, despertando o senso c\u00edvico da popula\u00e7\u00e3o. Por esse motivo, a comunica\u00e7\u00e3o atua na constru\u00e7\u00e3o de um novo espa\u00e7o p\u00fablico e assim influencia a forma\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ado\u00e7\u00e3o deste termo deriva da tentativa do Estado de exercer uma comunica\u00e7\u00e3o mais democr\u00e1tica, buscando tamb\u00e9m diferenciar-se da propaganda manipuladora utilizada em tempos anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cExpress\u00f5es como marketing pol\u00edtico, propaganda pol\u00edtica ou publicidade governamental t\u00eam conota\u00e7\u00e3o de persuas\u00e3o, convencimento e venda de imagem, em suma do que ficou conhecido como manipula\u00e7\u00e3o das massas\u201d (BRAND\u00c3O, 2009, p. 10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica se prop\u00f5e, enfim, a ser um espa\u00e7o privilegiado de negocia\u00e7\u00e3o entre os interesses das diversas inst\u00e2ncias de poder constitutivas na vida p\u00fablica do pa\u00eds. O conceito est\u00e1 diretamente relacionado a participa\u00e7\u00e3o popular, a multiplicidade de vozes, a espera de intera\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">BRAND\u00c3O, Elizabeth Pazito. <\/span><em><span style=\"color: #888888;\">Conceito de Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/span><\/em><span style=\"color: #888888;\"> <\/span><em><span style=\"color: #888888;\">In <\/span><strong><span style=\"font-style: normal;\"><span style=\"color: #888888;\">Comunica\u00e7\u00e3o P\u00fablica: Estado, Mercado, Sociedade e Interesse P\u00fablico<\/span><\/span><\/strong><\/em><span style=\"color: #888888;\">. Org.: DUARTE, Jorge. Editora Atlas, S\u00e3o Paulo: 2009.<\/span><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\">__________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CULTURA POPULAR<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entende-se por cultura popular qualquer manifesta\u00e7\u00e3o cultural em que o povo produz e participa de forma ativa.\u00a0 Sendo\u00a0resultado de uma intera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua entre pessoas de determinadas regi\u00f5es, a cultura popular nasceu da adapta\u00e7\u00e3o do homem ao ambiente onde vive e abrange in\u00fameras \u00e1reas de conhecimento: cren\u00e7as, artes, moral, linguagem, id\u00e9ias, h\u00e1bitos, tradi\u00e7\u00f5es, usos e costumes<strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio da cultura de elite, surge das tradi\u00e7\u00f5es e costumes e \u00e9 transmitida de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o, especialmente pela oralidade.\u00a0A cultura popular se refere\u00a0\u00e0 intera\u00e7\u00e3o entre pessoas de uma mesma sociedade, variando de acordo com as transforma\u00e7\u00f5es ocorridas no meio social. Pode ter v\u00e1rias origens, j\u00e1 que uma comunidade pode ser composta por pessoas de v\u00e1rios territ\u00f3rios que compartilham a cultura de sua na\u00e7\u00e3o formando uma nova, e tamb\u00e9m abrange todas as classes sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Alguns exemplos de manifesta\u00e7\u00f5es da cultura popular:<\/em> carnaval, dan\u00e7as e festas folcl\u00f3ricas, literatura de cordel, prov\u00e9rbios, samba, frevo, capoeira, artesanato, cantigas de roda, contos e f\u00e1bulas, lendas urbanas, supersti\u00e7\u00f5es, entre outras coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Saiba mais no site do Minist\u00e9rio da Cultura:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cultura.gov.br\/site\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.cultura.gov.br\/site\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\">__________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DEMOCRATIZA\u00c7\u00c3O DA COMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visto que na democracia a \u201catividade\u00a0pol\u00edtica se d\u00e1 num ambiente medi\u00e1tico, por meio do qual os\u00a0cidad\u00e3os acompanham as discuss\u00f5es, delibera\u00e7\u00f5es, vota\u00e7\u00f5es, etc\u201d,\u00a0fazendo com que a concentra\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o seja uma forma\u00a0de poder (SOARES, 2006), \u00a0se torna essencial para a consolida\u00e7\u00e3o da\u00a0democracia contempor\u00e2nea que essa forma de poder seja regulada e\u00a0democratizada; quanto mais grupos sociais detiverem os meios, maiores<br \/>\nser\u00e3o suas capacidades de exercer suas respectivas vozes na esfera\u00a0p\u00fablica. Democratizar os meios de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9, portanto, um esfor\u00e7o\u00a0para torn\u00e1-los acess\u00edveis a todos os cidad\u00e3os.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">SOARES, Murilo C\u00e9sar. <\/span><em><span style=\"color: #888888;\">A luta pela democratiza\u00e7\u00e3o dos meios e as\u00a0tecnologias digitais<\/span><\/em><span style=\"color: #888888;\">. Dispon\u00edvel em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.faac.unesp.br\/posgraduacao\/comunicacao\/textos\/MSoares_T001.pdf\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #888888;\">http:\/\/www.faac.unesp.br\/posgraduacao\/comunicacao\/textos\/MSoares_T001.pdf<\/span><\/a><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\">__________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EDUCOMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de educomunica\u00e7\u00e3o designa todos os esfor\u00e7os realizados pela sociedade no sentido de aproximar os campos da cultura, da comunica\u00e7\u00e3o e da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Ismar de Oliveira Soares, coordenador do NCE \u2013 N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o da ECA\/ USPA, a educomunica\u00e7\u00e3o define-se como um conjunto de a\u00e7\u00f5es destinadas a integrar \u00e0s pr\u00e1ticas educativas o estudo sistem\u00e1tico dos sistemas de comunica\u00e7\u00e3o; a criar e fortalecer ecossistemas comunicativos em espa\u00e7os educativos; e a melhorar o coeficiente expressivo e comunicativo das a\u00e7\u00f5es educativas. Soares ainda defende que os meios, em especial a imprensa, sempre estiveram pr\u00f3ximos da educa\u00e7\u00e3o, pois exercem o papel de \u201corientadores de opini\u00e3o\u201d:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201d(&#8230;) reconhecer que a rela\u00e7\u00e3o entre comunica\u00e7\u00e3o e cidadania vai al\u00e9m da quest\u00e3o da liberdade de express\u00e3o, passando pela universaliza\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o. A isso se denomina de educomunica\u00e7\u00e3o\u201d. (SOARES, 2003:266)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A educomunica\u00e7\u00e3o atua para que a cidadania seja ampliada e para aproximar os conceitos de comunica\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o. Em suma, a educomunica\u00e7\u00e3o nasce como uma ferramenta para o fortalecimento da democracia e da cidadania, como aporte para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais cr\u00edtica e mais atenta aos seus direitos e deveres.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">SOARES, Ismar de Oliveira. Educomunica\u00e7\u00e3o e Cidadania: A Constru\u00e7\u00e3o de um Campo a partir da Pr\u00e1tica Social. S\u00e3o Paulo: INTERCOM; Salvador: UNEB, 2003.<\/span><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">SOARES, Ismar de Oliveira. Mas, afinal, o que \u00e9 Educomunica\u00e7\u00e3o? Dispon\u00edvel em <\/span><a href=\"http:\/\/www.usp.br\/nce\/wcp\/arq\/textos\/27.pdf\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #888888;\">http:\/\/www.usp.br\/nce\/wcp\/arq\/textos\/27.pdf<\/span><\/span><\/a><span style=\"color: #888888;\">, acessado em 22 de mar\u00e7o de 2010.<\/span><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\">__________________________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MOVIMENTOS POPULARES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es e\/ou organiza\u00e7\u00f5es de segmentos populacionais carentes, que s\u00e3o desassistidos pelo poder p\u00fablico em quest\u00f5es referentes \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o de vida, como: a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, etc., e que ent\u00e3o se constituem com o prop\u00f3sito de atender as suas necessidades essenciais e garantir o usufruto de seus direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">__________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>MOVIMENTOS SOCIAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Movimentos sociais s\u00e3o articula\u00e7\u00f5es coletivas organizadas por segmentos da sociedade civil, que tem como objetivo tanto a \u201creivindica\u00e7\u00e3o de melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e vida, de car\u00e1ter contestat\u00f3rio\u201d quanto a \u201cconstru\u00e7\u00e3o de uma nova sociabilidade humana, o que significa, em \u00faltima an\u00e1lise, a transforma\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e pol\u00edticas fundantes da sociedade atual\u201d (SIQUEIRA,2003). Eles s\u00e3o criados para fortalecer as causas sociais de um grupo de pessoas, politizando suas necessidades, e se organizam dentro de uma pr\u00f3pria din\u00e2mica de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se dividir os movimentos sociais em diversas categorias, dos quais nem sempre se h\u00e1 uma diferencia\u00e7\u00e3o clara. Entre eles, os apoiados por institui\u00e7\u00f5es (como igrejas, partidos pol\u00edticos), e os oriundos de caracter\u00edsticas humanas (g\u00eanero, etnia), problemas sociais (moradia, transporte, meio ambiente), conjunturas pol\u00edticas (golpes, revolu\u00e7\u00e3o) e ideologias (anarquismo, marxismo). Esses movimentos tendem a se institucionalizar tendo em vista sua consolida\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os movimentos sociais s\u00e3o essenciais para a transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. Eles se fortalecem pelo desenvolvimento de uma identidade coletiva e da luta por interesses em comum, constru\u00eddos por um mesmo referencial cultural e pol\u00edtico. De acordo com Cec\u00edlia Peruzzo (PERUZZO,2009): \u201cOs movimentos sociais populares, identificados como for\u00e7as organizadas, conscientes e dispostas a lutar, s\u00e3o art\u00edfices de primeira ordem no processo de transforma\u00e7\u00e3o social, embora um conjunto de fatores (liberdade, consci\u00eancia, uni\u00e3o) e de atores (pessoas, igrejas, representa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, organiza\u00e7\u00f5es) se somam para que as mudan\u00e7as se concretizem.\u201d<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #888888;\">PERUZZO, Cec\u00edlia. \u201c<\/span><em><span style=\"color: #888888;\">Movimentos sociais, cidadania e o direito \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria nas pol\u00edticas p\u00fablicas<\/span><\/em><span style=\"color: #888888;\">\u201d. In: Revista Fronteiras \u2013 Estudos midi\u00e1ticos. S\u00e3o Leopoldo: Editora Unisinos, Vol. 11 No 1 &#8211; janeiro\/abril 2009. Pp: 33-43. Dispon\u00edvel em <\/span><a href=\"http:\/\/www.unifra.br\/professores\/rosana\/Peruzzo_2009.pdf\"><span style=\"color: #888888;\">http:\/\/www.unifra.br\/professores\/rosana\/Peruzzo_2009.pdf<\/span><\/a><\/h5>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CIDADANIA A ideia de \u201cCidadania\u201d \u00e9 abrangente e varia de acordo com o contexto cultural e com o valor que lhe \u00e9 dado. Se for um valor econ\u00f4mico, por exemplo, \u201ccidadania\u201d \u00e9 consumir os servi\u00e7os oferecidos pelo Estado. Se for um valor social, \u00e9 conhecer direitos e deveres. 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